1. Resumo sobre os Relatórios Técnicos
Em 2001, por iniciativa do Senado Federal e em continuidade ao relatório conhecido como "Painel do Senado",
a UNICAMP foi convidada para avaliar o sistema eleitoral do TSE quanto a sua confiabilidade contra fraudes eleitorais.
Posteriormente, por interferência do Min. Nelson Jobim então presidente do TSE, o Senado foi afastado como parte independente
na auditoria o que limitou o alcance e independência do trabalho da Unicamp. O relatório da avaliação foi divulgado
pelo TSE com um grande esforço publicitário que visava atenuar os efeitos do Seminário do Voto-E,
realizado na Câmara Federal em Abril de 2002.
Uma das recomendações do Relatório UNICAMP foi de que, além dos fiscais dos partidos políticos,
técnicos especializados em segurança de dados fossem também convidados para avaliarem o sistema eleitoral do TSE.
Assim, em 2002 o TSE convidou a Sociedade Brasileira de Computação - SBC -
para enviar técnicos para a apresentação dos programas, gerando o Relatório SBC
Também em 2002, o PT decidiu contratar a Fundação COPPETEC da UFRJ para proceder a uma
análise da confiabilidade do sistema eleitoral contra falhas, derivando um pouco do objetivo inicial proposto no Senado
de avaliar a segurança e confiabilidade do sistema contra fraudes. Gerou-se o Relatório COPPE.
O PT de Brasília também contratou a empresa Staff Technology que analisou os arquivos de log das urnas-e utilizadas na eleição em Bras�lia.
Os Relatórios SBC e COPPE só foram divulgados em fevereiro de 2004. o Relatório da Staff s� foi divulgado em março de 2007.
Em dezembro de 2005 e em maio de 2006 a ONG americana Black Box Voting
divulgou dois relatórios do especialista em informática Harri Hursti contendo análise e testes livres desenvolvidos
sobre as maquinas eletrônicas de votar modelos TSx fabricadas pela empresa Diebold e vendidas nos EUA e no Canadá.
2. Avaliação Comparativa
Os três relatórios técnicos de avaliação da confiabilidade do sistema eleitoral informatizado do TSE
foram produzidos em momentos e locais diferentes, por equipes diferentes utilizando abordagens técnicas diferentes.
Assim, a princípio, devem ser lidos de forma independente entre si, mas, para facilitar a compreenção da
relação entre estes relatórios, apresentamos a comparação abaixo onde os relatórios
são avaliados quanto a:
- INDEPENDÊNCIA - dos autores em relação aos analisados (desenvolvedores e operadores do sistema);
- ABRANGÊNCIA - ou escopo relativo às fases de projeto, de desenvolvimento, de operação
(cadastro, votação, apuração e totalização) e de controle e auditoria;
- PROFUNDIDADE - da análise dentro do escopo definido.
Obs.: a justificativa para cada item avaliado encontra-se explicada no resumo de cada relatório respectivamente.
| RELATÓRIO
| INDEPENDÊNCIA DOS AUTORES
| ABRANGÊNCIA OU ESCOPO
| PROFUNDIDADE DE ANÁLISE
|
| UNICAMP
| LIBERDADE LIMITADA pelo TSE
| FRAGMENTADA
| ADEQUADA em geral c/ FALHAS localizadas
|
| SBC
| INDEPENDENTE
| MAIS ABRANGENTE
| POUCO PROFUNDO
|
| COPPE
| PRODUÇÃO INDEPENDENTE PUBLICAÇÃO CONTROLADA
| LIMITADA À DOCUMENTAÇÃO
| ADEQUADA
|