Relatórios Técnicos de Avaliação
do Sistema Eleitoral Informatizado do TSE

ÍNDICE
  1. Resumo
  2. Avaliação Comparativa
  3. O Relatório SBC
  4. O Relatório COPPE
  5. O Relatório UNICAMP

  6. O Caso Alagoas 2006
  7. O Relatório Brunazo/Carvalho/Cortiz
  8. O Relatório Fernandes/ITA
  9. O Caso Brasília 2002
  10. O Relatório Staff Technology
  11. Relatórios sobre urnas eletrônicas no exterior
  12. O Relatório Hursti - Análise Comparativa
  13. O Relatório Brennan da New York University - Comentários
  14. O Relatório Princenton - legenda em português
  15. O Relatório Princenton - pagina original
 
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1. Resumo sobre os Relatórios Técnicos

       Em 2001, por iniciativa do Senado Federal e em continuidade ao relatório conhecido como "Painel do Senado", a UNICAMP foi convidada para avaliar o sistema eleitoral do TSE quanto a sua confiabilidade contra fraudes eleitorais. Posteriormente, por interferência do Min. Nelson Jobim então presidente do TSE, o Senado foi afastado como parte independente na auditoria o que limitou o alcance e independência do trabalho da Unicamp. O relatório da avaliação foi divulgado pelo TSE com um grande esforço publicitário que visava atenuar os efeitos do Seminário do Voto-E, realizado na Câmara Federal em Abril de 2002.

       Uma das recomendações do Relatório UNICAMP foi de que, além dos fiscais dos partidos políticos, técnicos especializados em segurança de dados fossem também convidados para avaliarem o sistema eleitoral do TSE. Assim, em 2002 o TSE convidou a Sociedade Brasileira de Computação - SBC - para enviar técnicos para a apresentação dos programas, gerando o Relatório SBC

       Também em 2002, o PT decidiu contratar a Fundação COPPETEC da UFRJ para proceder a uma análise da confiabilidade do sistema eleitoral contra falhas, derivando um pouco do objetivo inicial proposto no Senado de avaliar a segurança e confiabilidade do sistema contra fraudes. Gerou-se o Relatório COPPE.

       O PT de Brasília também contratou a empresa Staff Technology que analisou os arquivos de log das urnas-e utilizadas na eleição em Bras�lia.

       Os Relatórios SBC e COPPE só foram divulgados em fevereiro de 2004. o Relatório da Staff s� foi divulgado em março de 2007.

       Em dezembro de 2005 e em maio de 2006 a ONG americana Black Box Voting divulgou dois relatórios do especialista em informática Harri Hursti contendo análise e testes livres desenvolvidos sobre as maquinas eletrônicas de votar modelos TSx fabricadas pela empresa Diebold e vendidas nos EUA e no Canadá.


2. Avaliação Comparativa

       Os três relatórios técnicos de avaliação da confiabilidade do sistema eleitoral informatizado do TSE foram produzidos em momentos e locais diferentes, por equipes diferentes utilizando abordagens técnicas diferentes. Assim, a princípio, devem ser lidos de forma independente entre si, mas, para facilitar a compreenção da relação entre estes relatórios, apresentamos a comparação abaixo onde os relatórios são avaliados quanto a:

  • INDEPENDÊNCIA - dos autores em relação aos analisados (desenvolvedores e operadores do sistema);
  • ABRANGÊNCIA - ou escopo relativo às fases de projeto, de desenvolvimento, de operação (cadastro, votação, apuração e totalização) e de controle e auditoria;
  • PROFUNDIDADE - da análise dentro do escopo definido.
Obs.: a justificativa para cada item avaliado encontra-se explicada no resumo de cada relatório respectivamente.

RELATÓRIO INDEPENDÊNCIA DOS AUTORES ABRANGÊNCIA OU ESCOPO PROFUNDIDADE DE ANÁLISE
UNICAMP LIBERDADE LIMITADA
pelo TSE
FRAGMENTADA ADEQUADA em geral
c/ FALHAS localizadas
SBC INDEPENDENTE MAIS ABRANGENTE POUCO PROFUNDO
COPPE PRODUÇÃO INDEPENDENTE
PUBLICAÇÃO CONTROLADA
LIMITADA À DOCUMENTAÇÃO ADEQUADA

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